ARTIGOS
 
Confinamento Visual do Curió

Estudos e Pesquisas Elaboradas por Dr. Gilson Ferreira Barbosa

TÉCNICA DO CONFINAMENTO VISUAL


1. MÉTODO PARA PREPARO DOS CURIÓS DE CANTO PRAIA GRANDE CLÁSSICO -  CONFINAMENTO VISUAL
2. VETORIZAÇÃO DE FILHOTES USO DO CONFINAMENTO VISUAL PARA ENSINO DE DIALETO
3. PROCESSO DE VETORIZAÇÃO DO CANTO EM FILHOTES - INTRODUÇÃO
4. MÉTODO DO CONFINAMENTO VISUAL E AUDITIVO - CARACTERES DESEJÁVEIS DO FILHOTE
5. CONFINAMENTO AUDITIVO E VISUAL MÉTODO DE VETORIZAÇÃO DO DIALETO
6. APARTAÇÃO
7. LAPIDAÇÃO DO CANTO


NOTA
O OBJETIVO DA DIVULGAÇÃO DESTE TRABALHO É TORNAR PÚBLICO TODOS OS AVANÇOS CONSEGUIDOS POR NÓS NESTES DEZOITO ANOS DE PESQUISA E DEDICAÇÃO AO ENSINO DE DIALETOS A FILHOTES DE CURIÓ. ESPERO TER RESPONDIDO COM RIQUEZA DE DETALHE TODAS AS PERGUNTAS QUE A MIM SÃO DIRIGIDAS POR TODOS AQUELES QUE COMPARTILHAM DA MESMA PAIXÃO.

O AUTOR.

01 - MÉTODO PARA PREPARO DOS CURIÓS DE CANTO PRAIA GRANDE CLÁSSICO
CONFINAMENTO VISUAL


A capa é sem dúvida um dos acessórios da maior importância na criação de CURIÓS, não só pela proteção que ela propicia ao pássaro em relação às influências de origem física e visual do espaço exterior durante o manejo, mas pela condição de segurança psicológica que ela desenvolve no pássaro produzindo
o condicionamento necessário à simples remoção da mesma provocar O DESENCADEAMENTO
DA ABERTURA DO CANTO DA AVE. Esta prática libera os estímulos condicionados e desenvolvidos pelo uso correto e sistemático da capa, criado pelo momento de quebra da ROTINA E MONOTONIA provocadas pelo condicionamento visual e luminoso imposto pelo uso da capa. O momento da remoção provoca o aumento da luminosidade e a liberação da visualização do espaço exterior elementos estes (luminosidade e visualização) necessários e suficientes para ativar os estímulos que provocam a abertura do canto e funcionam baseados na mudança do estado a que a ave encontra-se adaptada. Esta mudança induz na ave uma nova situação de comportamento à medida que a ela é dada a condição de visualização do espaço exterior, e como resultado, ABRE O SEU CANTO anunciando ao mundo exterior (que lhe é mostrado) a sua presença e tenta estabelecer os seus domínios. ABRINDO O CANTO, o Curió verifica a existência da presença de um outro nas proximidades, Após um período de 06 (seis) dias de ?CONFINAMENTO VISUAL? (encapagem) a gaiola deve ser conduzida ao exterior,  procedendo-se à remoção cuidadosa da capa, (deve-se levar em conta que a ave fica muito mais sensível e ativa com seus mecanismos de observação bem mais aguçados) e penduramos a gaiola em local costumeiro e adequado a tal fim e aguardamos a abertura do canto durante 05 (cinco) minutos. Ocorrendo a abertura do canto neste período, observamos a relação existente entre o tempo em que a ave leva cantando e os espaços intercalados entre as cantadas buscando identificar o momento em que a ave começa A CAIR DE PRODUÇÃO (o tempo intercalado entre as cantadas passa a ser maior do que o tempo cantando) a partir da queda de produção o curió (se não for provocado pelo canto de um outro) perde cada vez mais o estímulo adquirido pelo ?CONFINAMENTO VISUAL? e tende a parar de cantar voltando ao estágio em que se encontrava antes do uso da técnica aqui descrita. Ao identificar o momento em que o curió começa a cair de produção, a gaiola deve ser removida cuidadosamente do gancho e encapada, sendo em seguida transportada para o interior da residência do criador (ou veículo) e pendurada em local costumeiro. O Curió durante o período em que se encontra encapado não canta, ou melhor, não deve cantar, não deve ser estimulado a cantar com outro pássaro pois estimula-lo a cantar encapado pode comprometer todo o trabalho que está se desenvolvendo. O tempo de exposição recomendado durante o período em que se está desenvolvendo o condicionamento não deve ultrapassar a 30 (trinta) minutos mesmo que o pássaro não demonstre queda de produção. Mantém-se o curió em regime de  CONFINAMENTO VISUAL? constante, propiciando a remoção da capa periodicamente tornando com o decorrer do tempo as remoções diárias. Estes procedimentos não podem sofrer alterações nem variações no seu ritual sobre pena do criador não conseguir estabelecer a rotina do  CONDICIONAMENTO PSICOLÓGICO DA AVE, os procedimentos aqui descritos devem ser seguidos rigorosamente para que se alcance os resultados desejados. A gaiola não deve ficar  pendurada desencapada por período superior aos recomendados sobre pena de comprometermos todo o trabalho anteriormente desenvolvido, tal atitude rompe a rotina de condicionamento a que a ave está sendo submetida.
Não ocorrendo à abertura do canto no tempo regulamentar 05 (cinco) minutos, o pássaro deve ser  cuidadosamente removido do gancho e a gaiola encapada, sendo transportada para o interior da residência do criador ou veículo, permanecendo confinado por novo período de 06 (seis) dias, quando repetimos o processo até que ocorra a abertura do canto e se estabeleça o momento em que a ave começa a CAIR DE PRODUÇÃO. Durante as exposições visuais não devemos usar nenhum recurso para estimular a ave a abrir o canto, tais como outro curió, reprodução do canto por quaisquer meios tais como Discos, Fitas k-7, CD (s), ou mesmo assobios, estalar de dedos ou lábios produzidos pelo criador, o curió deve abrir o canto mediante os estímulos desenvolvidos pela prática do  CONFINAMENTO VISUAL.

O criador observará durante as primeiras exposições que a ave desenvolverá uma sensibilidade muito grande em relação a tudo que se move ao alcance da sua visão tal como pardais, lagartos nos muros, borboletas, libélulas etc. respondendo às vezes com a emissão de assobios ou serradas ou com a
interrupção da cantada que estava executando o que demonstra ser tal comportamento um bom sinal de que o método esta sendo assimilado e verificamos aí o surgimento do comportamento INTERATIVO.
O curió estará PRONTO (em forma) ou seja, devidamente desenvolvido, quando responder a remoção da capa COM A IMEDIATA ABERTURA DO CANTO sem que se tenha usado quaisquer meios para estimulá-lo e apresente no mínimo 30 (trinta) minutos de AUTONOMIA DE CANTO sem apresentar QUEDA DE PRODUÇÃO . Mantemos o Curió interativo daí por diante, submetendo-o a exposições diárias  (Remoção da Capa) durante 30 (trinta) minutos de preferência pela manhã. Se o Curió possui aptidão para repetição de canto, ou é um repetidor (executa o Módulo de Repetição cinco ou mais vezes com muita freqüência), não devemos colocá-lo em nenhuma hipótese para disputar canto com outras aves, sobre pena de tornar-se dependente de tal prática para se estimular (ficar fogoso), bem como poderá adquirir vícios durante a disputa se os companheiros não forem dotados do mesmo dialeto, e se não cantarem com a mesma perfeição.
O QUE FAZER ? QUANDO O CURIÓ NÃO RESPONDE SATISFATORIAMENTE AO MÉTODO DE CONFINAMENTO VISUAL E NÃO SE TORNA INTERATIVO.
Alguns Curiós não INTERAGEM não abrem o canto por mais que se submetam ao método descrito, ou apresentam pouca evolução. Mantêm-se indiferentes aos esforços do criador. Tal fato possui explicação na GENÉTICA DO PÁSSARO em questão, ou no CALENDÁRIO DA AVE. Busca-se modernamente na CRIAÇÃO DOMÉSTICA INTENSIVA a reprodução de pássaros interativos selecionados segundo os seus melhores CARACTERES GENÉTICOS e dentre else O TEMPERAMENTO tem a preferência da maioria dos criadores e não devemos aplicar o método em curiós fracos de TEMPERAMENTO.
Sendo o Curió ave TERRITORIALISTA por excelência o TEMPERAMENTO INTERATIVO é indispensável no desenvolvimento de qualquer atividade que envolva Competição com o uso do canto. A INTERAÇÃO é ponto de partida para o desenvolvimento de qualquer atividade que envolva os Curiós, portanto o método de CONFINAMENTO VISUAL desenvolvido aqui não se aplica a ?CURIÓS FRIOS? ou temporariamente nestas condições por motivos diversos, tais como Muda de Penas , Acidente de Manejo, Uso Inadequado de Fêmeas, Incompatibilidade territorial doméstica etc. O calendário da ave deve ser observado pois nada adianta a aplicação do método aqui descrito em curiós que esfriou para TROCAR DE PENAS ou encontra-se em fase DE ENXUGAMENTO DA MUDA .
Pássaros debilitados, apáticos ou com temperamento retraído temporariamente por motivo de esgotamento provocado por exposições prolongadas em disputas de fibra, não devem ser submetidos
ao método aqui desenvolvido. Devemos esperar que recuperem A AUTO CONFIANÇA perdida com o relaxamento do temperamento, (frouxidão) ou reabilitação do estado de saúde em pássaros debilitados por motivos diversos tais como: Repasse de muda mal feita ou mesmo repetição total da muda que acaba de concluir (ambos os casos provocados por manejo inadequado).

2 - VETORIZAÇÃO DE FILHOTES USO DO CONFINAMENTO VISUAL PARA O ENSINO DE DIALETOS

Ao completarem 30 (trinta) dias de nascidos os filhotes de Curió devem ser apartados definitivamente do convívio da MÃE. É prática corriqueira entre os bons criadores o uso do PAI apenas como Padreador (galador) não tendo nenhuma participação no processo de cria dos filhotes nem no processo de instrução do dialeto (canto) que será ensinado mediante o uso de Disco, Fita K-7, ou CD de um curió de  CANTO CLÁSSICO de preferência do criador.
Tal procedimento repousa no fato de que os filhotes que recebem instruções do Pai ou de outros Curiós aprendem as qualidades mas também as manias e defeitos do pássaro instrutor. Com o uso de material fonográfico só aprenderão as qualidades pois o material passou previamente por RIGOROSA SELEÇÃO.
Os filhotes nesta idade já se alimentam satisfatoriamente sozinhos e os machos já ensaiam os primeiros CORRICHOS. É a ÉPOCA DO CORRICHAR. Os filhotes que iniciam o CORRICHAR com certeza são  machos e terminarão por exercerem liderança no recinto devendo ser separados dos demais imediatamente para GAIOLAS ENCAPADAS DE ISOLAMENTO, ou seja, retirados do recinto onde se encontram os demais filhotes. Os primeiros filhotes a corrichar geralmente possuem melhor TEMPERAMENTO e se desenvolverão com mais rapidez, não significando no entanto que os filhotes que não corrichar em sejam obrigatoriamente fêmeas podendo ainda haver machos no recinto que só CORRICHARÃO bem mais tarde por possuírem temperamento diferenciado dos demais, e não estarem mais submetidos a liderança dos primeiros, necessitando de um tempo para se recuperarem.


IMPRESSÃO E VETORIZAÇÃO DEFINIÇÃO

Vetorização, é o nome que damos ao resultado canoro conseguido através do estado ?psicológico condicionado? resultante da atuação de forças sonoras, instrução do dialeto da espécie (família), ou situações sonoras exteriores, impressas pelos órgãos dos sentidos, em momentos ?geneticamente pré-estabelecidos? para memorização do dialeto da espécie (família). Ex: O filhote foi vetorizado com o canto Praia Grande Clássico. A afirmativa diz respeito, a que tal filhote (ainda na fase do corrichar) na época apropriada irá assobiar tal dialeto que se encontra latente, pois o mesmo encontra-se Vetorizado nele, tornando-se para o resto de sua vida portador de tais informações, a não ser que herança genética de fatores específicos o faça trocar de dialeto durante a vida adulta. Alguns curiós (casos raros) são dotados geneticamente de uma capacidade de adaptação ao meio ambiente extraordinária, possuindo
inclusive mais de um dialeto são os Poliglotas, conhecidos também como Cabeças Moles, dotados de funções genéticas específicas dento da malha territorial de determinada região aonde é muito comum por motivo de enchentes dos rios e Várzea a Migração para outras regiões.


3 - PROCESSO DE VETORIZAÇÃO DO CANTO EM FILHOTES.

INTRODUÇÃO

Durante o período de incubação dos ovos o embrião se desenvolve sob a ação do calor e da umidade para formar o novo ser, que só estará em condições de eclosão aos 13 (treze) dias depois da postura do primeiro ovo. Durante este período ocorre a MITOSE que é a multiplicação das células para formar
o novo ser e com ele os sistemas de percepção tais como visão, audição etc. A crença difundida entre os criadores de que os filhotes memorizam as instruções de canto recebidas ainda dentro do ovo é TOTALMENTE EQUIVOCADA não possuindo nenhuma BASE CIENTÍFICA, carecem de comprovação pois os órgãos responsáveis pela percepção ainda estão em formação, o que leva a seguinte pergunta.
Como pode um órgão funcionar sem estar completamente formado? Criadores que submeteram fêmeas durante a incubação a exposições fonográficas com a colocação de alto-falantes sobre as gaiolas, só conseguiram ESTRESSAR as fêmeas e todo o progresso de aprendizagem conseguido veio depois que os filhotes abandonaram o ninho, só que não tiveram meios para demonstrar tal fato e a crença se estabeleceu.
Podemos comprovar com uma infinidade de exemplos que o processo de aprendizagem de determinado DIALETO se estabelece a partir de certos conhecimentos na sua maioria de difícil percepção e constatação por parte dos criadores por diferentes motivos tais como:

1 - O filhote é produzido dentro de determinadas condições, (técnicas utilizadas por certo criador) e  submetido a influências externas e internas ao criadouro tais como canto de Pardal, Lavandeira, Garrincha, Papa-Capim, Assanhaço Canário Belga do vizinho etc.

2 - O filhote é produzido genericamente sem maiores cuidados e submetido a exposições canora de vários curiós no interior do criadouro durante inclusive a cobertura de outras fêmeas, mais exposições fonográficas (prática muito comum em todos os bons criadouros de prateleira) proporcionando
uma vetorização descontrolada e desordenada de vários fragmentos de dialetos distintos inclusive o canto da mãe e das fêmeas das gaiolas vizinhas. .

3 - O filhote é produzido dentro de rigoroso controle de qualidade, mais por falta de espaço no criadouro é removido para outros locais aos cuidados de terceiros, quando não fica estocado junto com outros filhotes inclusive fêmeas sem maiores critérios aguardando comercialização.

4 - O Filhote é produzido pela cobertura do Curió que se encontra em melhores condições para faze-la, muitas vezes não possuindo qualidades que o credencie para tal tarefa. A cobertura é feita para aproveitar a Fêmea que no momento ?pede gala? (solicita Cópula).

5 - O filhote finalmente é vendido com 30,60 e até 90 dias de nascido após passar por um período caracterizado por todo tipo de influências e vetorização descontrolada conforme vimos, no momento em que mais precisava de cuidados para VETORIZAR o seu canto sem conturbações. Mas, apesar do exposto terá sem dúvida um novo dono, que por mais bem intencionado que seja precisa possuir conhecimentos sobre a condução do canto do filhote recém adquirido o que, na maioria das vezes não acontece e lamentavelmente aquele filhote estará perdido para Torneios de Canto em que sejam exigidos princípios básicos de qualidade de formação de dialeto. Como vimos, é impossível um controle do criador para poder afirmar em que fase ou momento da produção ocorreu A VETORIZAÇÃO DO DIALETO (memorização do Canto ensinado e que jamais será esquecido pelo curió salvo situações genéticas ainda pouco estudadas pelos criadores pesquisadores e carentes de comprovação como é o caso dos Poliglotas).
O processo de percepção da eficácia deste ou daquele método empregado pelo criador divide-se em duas etapas distintas:

1 - Primeira Etapa ? Produzir bem em ambiente condicionado à técnica da reprodução dirigida a vetorização de determinado dialeto.
2 - Segunda Etapa ? Desenvolver bem em ambiente condicionado ao aprimoramento do dialeto vetorizado na fase de reprodução.
É indispensável por parte do criador o acompanhamento de todas as fases da criação para que possa aferir a todo o momento a eficácia de seus métodos e possíveis correções de rumo a partir da observação de resultados positivos ou negativos inclusive o conhecimento do ambiente em que se desenvolve este ou aquele filhote após a sua comercialização, já que o ambiente é fator determinante da qualidade e do bom desenvolvimento. Tal acompanhamento quase sempre não ocorre, muito menos o conhecimento do ambiente em que se desenvolvem os filhotes, encerrando a participação do criador produtor no ato da comercialização o que lamentavelmente favorece a perpetuação de erros e difusão de praticas equivocadas ocasionando um número muito grande de FILHOTES INÚTEIS PARA CONCURSOS E TORNEIOS.
Expusemos antes de desenvolver a TÉCNICA DE ENSINO DE DIALETO A FILHOTES (VETORIZAÇÃO) alguns aspectos importantes da produção, que na sua maioria são os responsáveis pelo fracasso dos mais variados métodos sistemáticos de ensino de canto a filhotes, tornando tal prática desprovida de qualquer confiabilidade dos resultados. Entretanto, temos praticado juntamente com alguns criadores do Sul da Bahia, as técnicas aqui descritas com o controle dos aspectos aqui mencionados com bons índices de aproveitamento no ensino do canto Praia Grande Clássico. Salientamos ainda a constatação do nascimento de filhotes em ambiente Praia Grande Clássico que foram vetorisados com tal canto, e comercializados com aproximadamente 30 (trinta) dias de vida para desenvolverem-se em ambiente Paracambi com a utilização de diversos métodos de instrução inclusive o uso de Curiós Mestres Paracambis. Ao encerrarem a fase do corrichar assobiavam notas do canto Praia Grande, fato que motivou o retorno dos mesmos ao ambiente Praia Grande Clássico para se desenvolverem e se constituíram em excelentes cantores do estilo Praia Grande Clássico.
Tal fato, após ter sido verificado com vários filhotes e monitorado por vários criadores passou a nortear as ações de instrução. Efetuou-se a VETORIZAÇÃO Paracambi em determinado filhote que após 30 (trinta) dias foi apartado dos pais e transferido para outra localidade recebendo instruções Paracambi, ao fim da fase do corrichar o filhote assobiava notas deste canto e se constituiu um bom cantor  Paracambí. Desenvolvemos diversos experimentos ao longo de vários anos objetivando a comprovação de um longo quadro de hipóteses referenciais, constatando a eficácia dos métodos e procedimentos aqui expostos.


04 - MÉTODO DO CONFINAMENTO VISUAL E AUDITIVO CARACTERES DESEJÁVEIS DO FILHOTE

Deve ser comprovadamente filho de Curió de excelente TEMPERAMENTO (fogoso) possuidor de CANTO LONGO, BOA VOZ e REPETIDOR DE CANTO devendo já ter transmitido tais caracteres aos filhotes de ninhadas anteriores. Deve ser comprovadamente filho de Curiôa de excelente TEMPERAMENTO (fogosa) filha de curió possuidor de BOA VOZ CANTO LONGO, e REPETIDOR DE CANTO e já ter transmitido tais caracteres a filhotes de ninhadas anteriores.
Após o nascimento do filhote em questão, mais precisamente no 16º (decimo sexto) dia de nascido ou seja 3º (terceiro) dia após a saída do ninho (momento em que ocorre a manifestação dos INSTINTOS SELVAGENS do pássaro e ele perde a ingenuidade característica dos NIDÍCOLAS), momento em que o filhote fica arredio, arisco, (NIDÍFOGA) e tenta fugir da presença do criador, atentando
contra as grades da gaiola, é neste momento que devemos iniciar o processo de VETORIZAÇÃO do dialeto mediante a implantação do método de CONFINAMENTO ÁUDIO E VISUAL ainda em companhia da mãe.

05 - CONFINAMENTO AUDITIVO E VISUAL - MÉTODO DE VETORIZAÇÃO DO DIALETO.

Conduzimos a gaiola da fêmea para um recinto aonde as influências externas são totalmente eliminadas (ausência total de qualquer tipo de manifestação sonora) exceto a exposição sonora do DIALETO que se pretende vetorizar denominada de INSTRUÇÃO, executada através de equipamento CD-Player Programável ou Toca Fitas Auto Reverse de excelente qualidade sonora, com exibições controladas por TIMER em número de 03 ou 04 exibições diárias com duração de no máximo 15 (quinze) minutos cada e intercaladas por pialadas e chamados entre cantadas, distribuídas da seguinte forma e horários:


Das 05:30 (Cinco e trinta) horas às 05:45 (Cinco e quarenta e cinco)  horas da manhã;
Das 07:00 (Sete) horas às 07:15 (Sete e quinze) horas da manhã;
Das 09:00 (Nove) horas às 09:15 (Nove e quinze) horas da manhã;
Das 17:00 (Dezessete) horas às 17:15 (Dezessete e quinze) horas da tarde;

Os espaços compreendidos entre as exibições serão preenchidos com a utilização de um rádio sintonizado em emissora FM com volume moderado tendo como finalidade provocar o estímulo canoro do filhote e ao mesmo tempo criar uma dinâmica sonora no ambiente intercalada por falas do locutor quebrando a monotonia do confinamento, evitando que o filhote se interesse por eventuais influências sonoras que por ventura penetrem no ambiente. O volume do rádio não deve exceder a certos limites, pois há uma tendência dos filhotes tentarem suplantar o volume do rádio transformando-se no decorrer do tempo em verdadeiros gritadores o que prejudicaria a formação do seu timbre, estragando para sempre o seu canto por adquirirem tal hábito. Recomendamos como ideal o uso de cabines com tratamento acústico ou Caixas de Vetorização de Canto também com tratamento acústico e tampa em vidro duplo montado sobre borracha de Silicone e ventilação a compressor de ar, deve ainda ser dotada de Alto Falantes com TWEETER. (usamos o da linha Automotive ARLEM SUPER DOME 4 ohms 240 Watts Mod. 570G com magnífico resultado). O uso de caixas de Vetorização carece de estudos à parte, o que não é o objetivo deste artigo pois se não forem verificados corretamente os aspectos quanto a umidade, temperatura, pressão interna da caixa Stress Etc. a ave poderá entrar em muda de penas o que seria um desastre.
Ao completarem 30 (trinta) dias de nascidos os filhotes são separados do convívio da mãe que retornará ao criadouro para produzir a próxima ninhada ou se durante a cria dos filhotes ocorrer da fêmea solicitar a cópula (pedir gala) os filhotes devem ser temporariamente removidos da gaiola de criação para um recinto seguro enquanto a cobertura da fêmea é efetuada longe da presença dos filhotes que em nenhuma hipótese devem ouvir o canto e as serradas do Padreador durante a cópula sobre pena de inutilizarmos os filhotes. Logo em seguida retornamos os filhotes ao convívio da mãe que fará a postura e iniciará a incubação dos ovos sem negligenciar a sua tarefa de alimentar os filhotes separados por grade divisória.

06 - APARTAÇÃO

Aos 30 (trinta) dias de nascidos os filhotes são apartados da mãe em gaiolas individuais e encapados permanecendo no mesmo regime em que se encontravam anteriormente. Agora, sem a presença da mãe, inicia-se o CORRICHAR .
Procede-se em seguida a SEXAGEM, permanecendo no recinto apenas 01 (um) macho ou em caso de 02  (dois) machos na ninhada, o de melhor temperamento. Em nenhuma hipótese o filhote em questão deve ouvir ou trocar canto com outros filhotes. O ensino é individualizado por questões  Territorialistas, e da busca do aprendizado com a máxima perfeição, sendo ainda que, os filhotes que aprendem a cantar em pequenos grupos adquirem uma série de hábitos indesejáveis, tais como abrir o canto e logo em seguida interrompê-lo para escutar a resposta do companheiro. Estabelecido este vício ficam inutilizados para sempre, o grupo não desenvolve o caractere repetição e passa a emitir apenas fragmentos do dialeto ministrado no afã da disputa que se instala entre else por QUESTÕES TERRITORIALISTAS.
O filhote que submetemos ao método de CONFINAMENTO AUDITIVO E VISUAL ?VETORIZAÇÃO? após a apartação já tem memorizado todo o dialeto contido nas instruções, ou seja, O CANTO ESTÁ VETORIZADO e como a encapagem da gaiola lhe tira a visão, tal fato o leva a aguçar a audição (fenômeno este muito conhecido entre os deficientes visuais) buscando dar conta do que acontece no ambiente onde se encontra confinado, emitindo chamados ao menor movimento no recinto. A partir deste ponto passamos a ter o máximo de rendimento do método, mais também o máximo de cuidado com eventuais invasões sonoras indesejáveis no ambiente. Continuamos com as instruções nos horários anteriormente estabelecidos, bem como a utilização do rádio que pode ter o seu volume um pouco aumentado tendo em vista o aguçamento auditivo do filhote e, possibilidades de contaminação sonora vinda do exterior. Com o crescente desenvolvimento do corrichar o criador tende a submeter o filhote a um maior número de instruções e exposições mais duradouras. Tal tendência deve ser controlada sob pena de inutilizarmos o filhote, pois o excesso de instruções nesta fase é totalmente desaconselhada, tendo em vista que o filhote já foi vetorisado. Precisa-se apenas nesta fase exercitar-se estimulado pelo som do rádio (na natureza os filhotes nesta fase buscam os cursos dos rios e cachoeiras para estimular-se à prática do corrichado) para desenvolver a SIRINGE (órgão responsável pela fonação) Preparando-se para o surgimento dos primeiros assobios, a intensificação de instruções nesta fase provocará a total inibição do corrichar com o estabelecimento do medo desinteressando-se pelo aprendizado e em casos mais graves se instala a injúria da plumagem (auto depenação). O filhote deve ser mantido rigorosamente dentro do esquema previamente estabelecido.
O ambiente em que mantemos o filhote (quando não usamos cabines ou caixas de vetorização) deve ser relativamente confortável, bem arejado, desprovido de correntes de vento, umidade excessiva tais como banheiros cozinhas e em nenhuma hipótese deverá ter as paredes revestidas de azulejo, cerâmica ou pastilhas pois tais ambientes não absorvem o som (por serem revestidos com material refletivo e não absorvente) das ondas sonoras provocando eco (reflexão da onda acústica pelas paredes) e reverberação (persistência de um som num recinto limitado, depois de haver cessado a sua emissão pela fonte sonora). A conseqüência direta é a má formação do timbre, com a metalização da voz do filhote, dotando-o de um timbre com textura irritante, com a eliminação da maviosidade e maciez. (perde o veludo da voz).
O ideal seria um ambiente revestido com cortinas, se possível paredes revestidas de manta de espuma de nylon ou qualquer material absorvente sonoro. Aos 03 (três) meses ou próximo desta idade o filhote confinado inicia a emissão dos PRIMEIROS ASSOBIOS e em  15 (quinze) dias já está com o canto (ou o  que ele estiver executando como canto) completamente limpo de CORRICHADOS. O canto a partir desta data será composto apenas por assobios inicialmente acelerados e meio descoordenados (dizemos que o canto está turbado) o que vai se ajustando com o passar dos dias. O filhote apresenta-se bastante agitado, muito nervoso irritando-se com muita freqüência, principalmente com o dorminhoco (pequeno poleiro alto da gaiola) efetuando com freqüência uma espécie de vôo giratório em torno da extremidade do dorminhoco com emissão de sons que se assemelham a um CHILREADO que acompanha os movimentos circulares (três a quatro voltas completas e contínuas no ar) que se assemelham ao pairar de um beija-flor em visita a uma flor, só que no caso em questão a extremidade do dorminhoco faz às vezes da flor e o filhote gira voando em torno da extremidade, tal movimento é conhecido entre os criadores que usam o método com o nome de BEIJA-FLOR .(Não confundir com Salto Mortal LOOPED Etc.).
Neste estágio, passamos a ministrar a instrução apenas duas vezes por dia (início e fim do dia), tomando por base a prática do método, temos verificado que os filhotes não suportam a massificação das instruções e se estressam retraindo-se, comprometendo todo o desenvolvimento da ALTO CONFIANÇA no momento em que começa a ter as primeiras experiências com o canto. As conseqüências são as piores possíveis pois, com instruções desnecessárias ocorre o desinteresse total do filhote e se estabelece o medo. Neste estágio o canto já se encontra vetorisado precisando apenas ser exercitado com tranqüilidade e moderação para que tenha um bom desenvolvimento. Ministrar instruções Longas e demoradas, nesta fase do ensinamento, estabelecerá Aspectos Territorialistas no filhote tais como disputas de canto com a instrução. Tal fato leva o filhote a fragmentar suas emissões de canto inibindo totalmente o processo de aprendizagem e repetição, quando não afeta o estado psicológico com o estabelecimento do medo causando danos irreversíveis tais como: Destruição do Temperamento (com abertura de asa constante), Auto Depenação, (arrancamento das penas pela ave) Afinamento (imobilização da ave no poleiro por longos períodos e Stress).
O filhote, em nenhuma hipótese, deve deixar o recinto de confinamento sobre quaisquer pretextos, e  muito menos a capa ser removida; em nenhuma hipótese deve tomar conhecimento do mundo exterior para não dividir a sua atenção com o que acontece lá fora, nesta fase qualquer manejo da gaiola pode provocar a estimulação do temperamento levando o filhote a um estado de agitação e nervosismo que  prejudicará todo o trabalho em desenvolvimento pois o manejo precoce pode desencadear o processo de repetição do canto antes que ele se forme completamente levando a ave a só cantar fragmentos não mais se interessando pelo aprendizado, e pior ainda estabelecer o hábito de repetir um fragmento de canto.
O estado de agitação e nervosismo, (enfezamento, foguiamento precoce, engazopamento, enfoguetamento não importa o termo regional utilizado) que acometem filhotes de excelente procedência, o leva a externar de forma exagerada, um temperamento fortíssimo que conduz o filhote a uma fluência canora super abundante e exaustiva, provocando um cantar sem limites, levando o filhote a um estado de rouquidão irreversível quando não o derruba do poleiro num ataque fulminante que lhes ceifa a vida.
Registro aqui o fato de que alguns filhotes da raça ESTRELA (raça de curiós desenvolvida por criadores do Sul da Bahia) interromperam o corrichado entre 45 (quarenta e cinco) e 60 (sessenta) dias de apartação da mãe, iniciando precocemente a fase de limpeza do canto com emissões de assobios. Tal fato, embora muito desejável por parte dos criadores, tem acarretado uma gama muito grande de problemas pois a SIRINGE (órgão responsável pela fonação) necessita de no mínimo 90 (noventa) dias de corrichado para poder se desenvolver e executar assobios com a fluência e intensidade característica desta raça de excelentes curiós que se desenvolve no Sul da Bahia. Valho-me do conhecimento de inúmeros casos ocorridos entre nós sendo que o de rouquidão tem sido muito freqüente. Os filhotes aqui referidos começam a assobiar de maneira exaustiva e ininterrupta, apresentando volume de emissão de canto e fluência excepcionais sobrecarregando a SIRINGE que não estando completamente desenvolvida começa a apresentar problemas que vai desde a rouquidão (com a perda da afinação e em seguida da voz) até a morte do filhote. Em tais casos o filhote deve ser contido a qualquer custo, deverá ser conduzido a local onde predomine a penumbra (ausência parcial de luz) e desativado todos os meios e recursos de estimulação do canto tais como: sons produzido por rádio, reprodução de instruções através de quaisquer meios, predominando o silêncio absoluto inclusive a eliminação de quaisquer influências externas, em especial o canto de outro pássaro, devendo predominar a tranqüilidade e o silêncio absoluto mesmo que em último recurso tenhamos que coloca-lo cara a cara com um outro filhote fêmea , de idade semelhante, durante o tempo que se fizer necessário para a recuperação dos danos por ventura já causados na SIRINGE ou por prevenção. Em casos de lesão a SIRINGE, (rouquidão do filhote) ministrar no bebedouro água potável com pequenos pedaços de casca desidratada da fruta ROMÃ, (fruto da romãzeira) que tem dado bons resultados. Não exagerar na quantidade de casca, pois a mesma produz rapidamente tintura amarelada na água com um forte amargor. O tratamento deve ser suave e durar até cessar a rouquidão. Lesões da SIRINGE em filhotes por exaustão, tem sido uma preocupação constante entre os criadores da raça ESTRELA.
Ao atingir os 04 (quatro) meses de idade o filhote já emite todo o dialeto ensinado, apresentando algumas dificuldades tais como a emissão em demasia de determinadas notas ou a eliminação de outras, verificando-se com freqüência no caso do Canto Praia Grande Clássico uma desordem na estrutura do canto por ser muito extenso e variado.
Alguns filhotes negam a entrada de canto, ou primeira parte do canto, outros os arremates batidas
de praia, outros ainda, fazem uma confusão generalizada. Tudo depende especificamente de cada um, de uma maior ou menor capacidade de assimilação, sendo que algumas características estão sempre ligadas a outras, ou seja uma característica provoca o surgimento de outra, é a causa gerando um efeito. Vejamos, os filhotes que apresentam o canto bastante desordenado geralmente são muito fluentes e emitem com muita rapidez e facilidade tríades (conjunto de três notas) que predominam no canto Praia Grande propiciando a confusão a que me refiro, pois bem, tais filhotes são geralmente os que irão repetir canto pois a fluência associada ao fôlego são condições indispensáveis para tal fim.
Os filhotes que emitem demasiadamente certas notas o fazem porque ainda não automatizaram a emissão correta do canto e tendem a executa-lo todo em tríade (conjunto de três notas) não observando os conjuntos de duas notas (dual) que else executam como tríades acrescentando uma nota a mais. Temos observado que certa deficiência ocorre por excesso de determinada qualidade, os  filhotes apresentam tendências das mais variadas, compete ao criador identifica-las e dosa-las buscando a formação correta do dialeto. Aí começa a etapa de lapidação do canto que deve ser analisada caso a caso.


07 - LAPIDAÇÃO DO CANTO

Em função do desenvolvimento de cada filhote, o dialeto ministrado, deve sofrer a todo o momento avaliações, no sentido de se efetuar correções na instrução que vem sendo ministrada pelo criador, objetivando corrigir esta ou aquela tendência que o filhote apresenta naturalmente à medida que se desenvolve. As tendências a vícios são uma constante, surgindo ai um novo e complexo universo de variáveis a serem identificadas, precocemente. Os filhotes manifestam as mais variadas tendências, tais como um maior ou menor interesse por certas notas do canto ou até mesmo desinteresse por este ou aquele trecho, tendendo a acrescentar ou suprimir notas ao dialeto vetorisado. Corrigimos a todo o momento as mais variadas tendências ou distúrbio apresentado pelo filhote a tempo ou seja ,ao identificar a tendência aplicamos imediatamente a correção, evitando a sua fixação e automação o que tornaria um vício impossível de ser corrigido mais tarde. Recomendo a utilização de um sistema de microfone de lapela no interior da Caixa de Vetorização ligado a um gravador a onde K-7(s) poderão ser produzidos periodicamente para avaliações).
Temos para tal finalidade lançado mão do uso da informática com a utilização de Software que nos permitem gravar e acompanhar passo a passo o desenvolvimento dos filhotes bem como proceder
estudos comparativos cronológicos, com o uso dos SONOGRAMAS (diagramas elaborados por computador ) que nada mais é que a impressão das ondas sonoras imitidas pelos filhotes durante a execução do canto.
Tal recurso nos permite a qualquer momento, efetuar estudos comparativos de avaliação de todas as emissões canoras do filhote em questão ao longo do processo de desenvolvimento do dialeto, bem como, interferir nas gravações eliminando ou acrescentando elementos sonoros visando a exposição sonora das mesmas como forma de correção das deficiências identificadas e corrigidas através
dos sonogramas.
No ensino do dialeto PRAIA GRANDE CLÁSSICO as dificuldades são enormes, porem, por se tratar do dialeto mais completo da espécie, é portanto o mais apreciado do Brasil por conseqüência, também o mais difundido e preferido dos criadores, pela sua perfeição, maviosidade e beleza. Encontra-se numa fase bem avançada de seu desenvolvimento, que envolve inclusive o conhecimento das questões
do seu ensino e das técnicas de transmissão aos filhotes que aqui enfocamos, entretanto podemos questionar o porque de cada aspecto, direcionando o questionamento a melhor compreensão da genética que determina toda esta complexidade que envolve o ato de cantar do curió. Podemos perguntar, porque as aves cantam? podemos ainda perguntar, porque a mesma espécie possui vários dialetos? Porque os curiós precisam aprender a cantar um dialeto? Com certeza já encontramos as respostas para todas estas perguntas, e muitas outras que poderão ainda vir a serem formuladas pois, todas as respostas encontram-se codificadas no extraordinário e complexo mecanismo chamado Canto.
O canto é o aspecto mais importante e fascinante do curió, todos os fatores genéticos desta espécie estão voltados a compor um extraordinário e complexo mecanismo que se manifestará no momento exato de cumpri sua finalidade, possibilitando ao curió a aprendizagem do canto.
O canto é elemento preponderante no ritual do acasalamento, apesar da diversidade de dialetos todos dispõem dos elementos mínimos necessários ao cortejamento e atração das fêmeas.
Competi-nos entende-los para melhor podermos interferir na seleção e aprimoramento dos mesmos, objetivando a preservação com vistas no seu desenvolvimento.

Dr. Gilson Ferreira Barbosa

Itabuna - Bahia


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