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Melhoramento Genético II

Melhoramento Genético - Parte II


CRUZAMENTOS PARA FORMAÇÃO DO GENÓTIPO DO CRIADOURO


Seleção do Genitor
Muito pouco ou quase nada se tem escrito sobre Melhoramento Genético do Curió ou mesmo sobre Seleção Genética. Temos a impressão de que os Curiós estão imunes às Leis da Genética e que não podemos aplica-las para melhorar as suas qualidades.
Se não dispomos de Curiós de excelentes qualidades em quantidades suficientes para atender a demanda do mercado, duas hipóteses me ocorrem: Não temos produção suficiente, ou temos, porém de qualidade duvidosa.
Temos verificado entre os criadores o desejo obstinado de produzir ninhadas a qualquer custo, e isto é muito bom, porém precisamos aliar aos nossos desejos os Melhoramentos Genéticos necessários.

 

 

NO ANO SEGUINTE
Efetuamos o Primeiro Cruzamento (F1)
Ao cruzarmos o Curió “A” com a sua filha “B” ou simplesmente AxB cumpre-nos observar que a fêmea “B” por ser filha do Curió “A” com uma fêmea “C” já possui 50% de sua genética e 50% da genética da fêmea “C” que pretendemos eliminar de forma gradual a medida que prosseguimos com os cruzamentos, vejamos:
CRUZAMENTO DE (AXC).
(PRIMEIRO CRUZAMENTO)
Ao cruzarmos o Curió “A” com a Fêmea “C” teremos o seguinte resultado para os 02 filhotes resultantes:
(AxC) = 50% de A + 50% de C como 50% é a metade, podemos expressar a equação
como sendo:
(AxC) = ½ A + ½ C de onde podemos concluir que ½ A + ½ C é igual a A/2 + C/2 = (A+C)/2 logo:

 
A formula Matemática representa cada um dos indivíduos resultante do Cruzamento de (AxC) e deve ser anotada no livro de Registro Genealógico do Criadouro para identificar cada filhote.
Chamaremos estes filhotes de F1, e a fêmea filha deste cruzamento chamaremos de “B”, logo concluímos que os dois filhotes oriundos deste cruzamento são representados pela formula que acabamos de desenvolver e possuem 50% do Genótipo do Curió “A” e 50% do Genótipo da fêmea “C” percentual este representado na formula pelo denominador 2 (metade). Observar o Esquema Gráfico Para Cruzamento do Curió em anexo.

Cruzamento F1
O Cruzamento do Curió “A” com a sua filha “B” ou simplesmente: (AxF1) compreende os seguintes percentuais no Genótipo resultante.

 
Podemos representar o cruzamento de (AxF1) mediante o Desenvolvimento da formula matemática da seguinte forma:
 
Pelo demonstrado podemos concluir que:
 
LOGO CONCLUI – SE QUE:
 

CONCLUSÃO
A formula Matemática representa cada um dos indivíduos resultante do Cruzamento de (AXB) e deve ser anotada no livro de Registro Genealógico do Criadouro para identificar cada filhote. Chamaremos os filhotes resultantes deste cruzamento de F2 e a fêmea resultante deste cruzamento de “B2”, logo concluímos que os dois filhotes oriundos deste cruzamento são representados pela formula que acabamos de desenvolver e possuem 75 % do Genótipo de “A” e 25 % do Genótipo de “C” logo percebemos que a cada cruzamento a progênie adquire cada vez mais o Genótipo do Genitor “A” objetivo principal do Criadouro enquanto decresce o percentual do Genótipo da Matriz “C” que originou os indivíduos F1 e F2. Observar o Esquema Gráfico Para Cruzamento do Curió em anexo.

CRUZAMENTO - F2
O Cruzamento do Curió “A” com a sua filha “B2” ou simplesmente: (AxF2) compreende os seguintes percentuais no Genótipo resultante.

 
Pelo demonstrado podemos concluir que:
 
LOGO CONCLUI – SE QUE:
 
CONCLUSÃO

A formula Matemática representa cada um dos indivíduos resultante do Cruzamento de (AXB2) e deve ser anotada no livro de Registro Genealógico do Criadouro para identificar cada filhote. Chamaremos os filhotes resultantes deste cruzamento de F3 e a fêmea resultante deste cruzamento de “B3”, logo concluímos que os dois filhotes oriundos deste cruzamento são representados pela formula que acabamos de desenvolver e possuem 87,5 % do Genótipo de “A” e 12,5 % do Genótipo de “C” logo percebemos que a cada cruzamento a progênie adquire cada vez mais o Genótipo do Genitor “A” enquanto decresce o percentual do Genótipo da Matriz “C” que originou os indivíduos F1, F2 , F3... F5. Continuamos os cruzamentos até a obtenção dos F5 quando atingiremos O Cruzamento Absorvente. Veja O Esquema gráfico anexo.
 
Representação Gráfica dos Cruzamentos
Podemos visualizar na curva do gráfico cartesiano a representação gráfica dos cruzamentos do Curió “A” com as matrizes “C”, F1, F2, F3... F5. Podemos numa simples análise do gráfico verificar que à medida que os cruzamentos se sucedem incorporamos as diversas progênies à genética do Curió “A” sendo que estas tendem a adquirir 100% do seu Genótipo, fato este enfatizado pela curva assíntota a linha representativa dos 100%. Podemos ainda afirmar que por mais que se sucedam os cruzamentos jamais atingiremos os 100%.
FIXAÇÃO DO GENÓTIPO DO CURIÓ “A”
 
OBS:
Estes cruzamentos deverão ser efetuados em todas as fêmeas cujos irmãos de ninho apresentem os caracteres desejáveis portados pelo Curió “A”. A cada cruzamento procede-se novas seleções para determinação das fêmeas a serem cruzadas para obter-se a fixação do Genótipo do Curió “A”.
Podemos visualizar na curva do gráfico cartesiano a representação gráfica dos cruzamentos do Curió “A” com as matrizes “C”, F1, F2, F3... F5. Podemos numa simples análise do gráfico verificar que à medida que os cruzamentos se sucedem diluímos nas diversas progênies à genética da Matriz “C” sendo que estas tendem a perder o seu Genótipo, fato este enfatizado pela curva assíntota a linha representativa a 0 % que se confunde com o eixo horizontal do gráfico. Podemos ainda afirmar que por mais que se sucedam os cruzamentos jamais atingiremos os 0%.
DILUIÇÃO DO GENÓTIPO DA MATRIZ “C”
 
OBS:
Estes cruzamentos deverão ser efetuados em todas as fêmeas cujos irmãos de ninho apresentem os caracteres desejáveis portados pelo Curió “A”. A cada cruzamento procede-se novas seleções para determinação das fêmeas a serem cruzadas para obter-se a fixação do Genótipo do Curió “A”.
Estes cruzamentos aqui demonstrados promovem a depuração do plantel em função do Genótipo do “Genitor” definido como Curió “A” e demonstra um direcionamento de cruzamentos consangüíneos com o objetivo de criar e fixar o “Genótipo do Criadouro”. Devemos proceder paralelamente o cruzamento dos melhores filhotes machos com as matrizes que lhes deram origem como regra básica para produção de filhotes portadores do “Genótipo Padrão do Criadouro”.
Este Artigo tem por finalidade demonstrar e sugerir aos criadores iniciantes um direcionamento genético dos cruzamentos, objetivamos a criação de um Genótipo para o seu criadouro, e mais, evitar os cruzamentos a ermo sem o menor planejamento do que se pretende obter. Reproduzir o Curió em vida doméstica é sem dúvida um ato elogiável, no entanto corremos o risco de nos transformarmos em meros “Multiplicadores” se não dermos um direcionamento genético com a prática da reprodução para MULTIPLICAR COM QUALIDADE.
 
Agradecimentos ao Autor: Dr. Gilson Barbosa - BA
gilsonferreirabarbosa@hotmail.com


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