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Poligamia

Poligamia


Definição
Definimos como Poligamia ou “Acasalamento Poligâmico” ao sistema de acasalamento em que um único macho de Curió fecundará várias fêmeas em uma mesma temporada de cria ou vários machos fecundarão várias fêmeas nas mesmas condições.
Acasalamento Poligâmico Dirigido – Dizemos que o acasalamento é poligâmico dirigido quando utilizamos um único macho para fecundar um grupo selecionado de fêmeas dotadas das mesmas características (Caracteres genéticos desejáveis).
Acasalamento Poligâmico Dirigido Misto – Dizemos que o acasalamento é poligâmico dirigido misto quanto lançamos mão de mais de um macho em uma mesma temporada de cria para fecundar um grupo selecionado de fêmeas dotadas das mesmas características, (Caracteres genéticos desejáveis).

Princípios e Heredietariedade


No primeiro caso o acasalamento Poligâmico Dirigido é praticado com a finalidade de fixar os caracteres desejáveis de um grupo de Curiós (várias matrizes e um único padreador) previamente selecionados, segundo critérios específicos de seleção genética. Esses acasalamentos baseiam-se no princípio da “HEREDITARIEDADE” que consiste no fenômeno da continuidade biológica pela qual as formas vivas se repetem nas gerações que se sucedem. Procuramos o aperfeiçoamento do plantel em questão através da repetição dos caracteres desejáveis nas gerações seguintes.
Já no segundo caso “Poligamia Dirigida Mista” vários machos são utilizados simultaneamente com várias matrizes numa mesma estação de cria buscando identificar aqueles acasalamentos que melhor propiciam a Hereditariedade e após a identificação dos bons caracteres transmitido pelos pais à prole retornamos ao sistema poligâmico dirigido, porém, com o conhecimento hereditário de ascendência e descendência em especial os conhecimentos ascendentes portados pelos pais que são os transmissores das características desejáveis encontradas nos filhotes.
Este trabalho é indispensável para formação de um bom plantel, pela rapidez que propicia a identificação dos seus indivíduos (várias matrizes simultaneamente) quanto a sua capacidade de transmissão e identificação dos seus caracteres quando acasalado com determinada matriz objetivando a formação de um plantel de Curiós dirigido para canto, repetição ou fibra.

Prática da Poligamia
A implantação da poligamia exige conhecimentos técnicos e específicos a respeito do manejo do Curió, ou pássaro a ser criado, bem como materiais e instalações adequadas que facilitem a sua prática. Recomendamos a utilização do esquema para o treinamento do padreador e reproduzimos no criadouro a mesma situação utilizada no treinamento, para tal, devemos possuir uma prateleira conforme esquema anexo destinada exclusivamente a esta finalidade atendendo aos seguintes requisitos:

 
Observação
1. Os poleiros sobre a primeira travessa da gaiola devem ficar dispostos conforme os esquemas e a 1,55m do chão.
2. Os poleiros sobre a segunda travessa da gaiola do Padreador e do Esquema-2 devem ficar dispostos a 1,64m do chão.
3. As medidas aqui recomendadas alem de atenderem aos aspectos Ergonômicos são as mais eficientes no Manejo.

Prateleira
A prateleira para a prática da poligamia deve situar-se a uma altura de 1.40m do chão, para proporcionar aos poleiros (em número de dois) fixados sobre a primeira travessa da gaiola criadeira uma altura em torno de 1.55m. Tal procedimento dará funcionalidade, praticidade e objetividade ao manejo durante a cópula, evitando que o criador assuma posturas inadequadas e incômodas abaixando-se para atingir prateleiras muito próximas ao chão ou subindo em bancos ou escadas para elevar-se, produzindo esforços desnecessárias e inconvenientes a atividade em execução tornando o ato demorado dada as dificuldades de aceso e visualização da fêmea, muitas vezes até perdendo-se o momento da solicitação de cópula por morosidade no manejo. (voltaremos a tratar deste assunto no item manejo)

Gaiola Criadeira
As gaiolas criadeiras deverão ser construídas em arame, nas medidas de 35cm de altura, 58cm de comprimento e 30cm de profundidade, podendo variar um pouco conforme o fabricante e, deverão ficar dispostas na prateleira observando-se o afastamento máximo de 33cm entre elas, para que se faça o encaixe da gaiola do macho entre as duas gaiolas de criação produzindo entre as gaiolas uma folga máxima de 1cm de cada lado.
Utilizamos para facilitar a passagem do padreador no momento da cópula, placa de PVC, papelão, eucatex, madeira compensada etc. removível como elemento de separação entre as gaiolas do padreador e a fêmea que estarão com os passadores previamente abertos.

Gaiola do Macho Padreador
As gaiolas dos Padreadores deverão ser construídas em arame, nas medidas de 35cm de altura, 31cm de comprimento e 28.5cm de profundidade, podendo variar um pouco conforme o fabricante, devendo ainda possuir teto plano e tipologia quadrada.
A gaiola do Padreador será no momento da cópula encaixada no vão de 33cm deixado entre as gaiolas criadeiras para este fim, produzindo uma afastamento lateral máximo de 1cm de cada lado já que a gaiola do padreador possui 31cm de comprimento. A observância destas medidas é de fundamental importância para a automação no processo de manejo conforme veremos adiante.

Poleiros
Conforme veremos a seguir, no item manejo, as gaiolas de criação receberão dois tipos distintos de empoleiramento.

ESQUEMA – 01
Usamos apenas um único poleiro sobre a primeira travessa da gaiola sendo que o poleiro “G” ficará encaixado na 6ª vareta contada da esquerda para a direita, propiciando uma disposição compatível com o fim a que se destina.

ESQUEMA – 02
Usamos quatro poleiros, sendo dois (B e D) sobre a primeira travessa da gaiola e dois (C e A) sobre a segunda travessa. No caso dos poleiros “B e D” o encaixe será efetuado na 13ª vareta contada da esquerda para a direita e da direita para a esquerda, nos poleiros “C e A”. Temos que observar a presença do ninho que pode estar a direita ou a esquerda da gaiola ficando o poleiro “C” na 6ª vareta contada da esquerda para a direita e o poleiro “A” na 9ª vareta da direita para a esquerda possibilitando o encaixe do ninho um pouco acima da 2ª travessa no canto direito. Recomendo o uso de uma palheta de madeira com 12cm de comprimento fixada no meio do espaço compreendido entre a 2ª travessa e o teto, possibilitando a fixação do ninho um pouco acima do poleiro “A”. Podemos ainda dividir a porta superior direita da gaiola ao meio com a palheta possibilitando a fixação do ninho à porta, que oferece a vantagem de remoção do ninho para fora da gaiola já que se encontra fixado na face interna da folha da porta, toda vez que a abrimos facilitando sobremaneira as inspeções.
A gaiola do padreador receberá três poleiros (E, A e D) sendo “E” poleiro da esquerda “D” poleiro da direita e “C” poleiro Central. Os poleiros “E e D” ficarão encaixados na 3ª vareta da segunda travessa, fronteiriço aos respectivos passadores (da direita e da esquerda), o poleiro “C” ficará sobre a primeira travessa na 12ª vareta central entre o bebedouro e o comedouro.
Todo o empoleiramento aqui descrito detalhadamente, embora enfadonho, tem sentido e função primordial durante o ato de fertilização das matrizes que veremos no item manejo, propiciando altos índices de copulação.

Agradecimentos ao Autor: Dr. Gilson Barbosa - BA
gilsonferreirabarbosa@hotmail.com


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